Começou 2007, logo terminou 2006, que na minha humilde opinião foi um aninho bem fuleiro... mas poderia ser pior, o Geraldo podia ter sido empossado dia primeiro.
Foi no fim do ano também que meus dois hemisférios cerebrais fizeram as pazes, me permitindo voltar a pensar qualquer coisa que valha ser escrita.
Esse ano começou bem, com o assassinato do Saddan e com a justiça paulista querendo proibir o youtube.
Pelo que vi, parece que a culpa é da Cicarelli (no caso youtube, não Saddan (acho...)) por ter dado uma fornicadinha na praia. E isso me lembrou uma coisa que eu andei pensando um tempo atrás, sobre uma coisa chamada Risco.
Veja bem, ela e o namorado estavam animadinhos e resolveram se arriscar dando uma lá mesmo. Tá, foi gravado, milhões viram, etc... mas que direito ela tem de reclamar disso?
Ao fazer sexo em lugar público, está implícita a chance de alguém presenciar. Claro que existem várias opções, como:
a) ninguém vê.
b) uma velha vê, diz "Que falta de Vergonha!" e vai embora.
c) um moleque vê, e continua vendo.
d) um moleque vê e chama algumas pessoas.
e) um moleque vê e chama MUITAS pessoas.
f) alguém filma e assiste em casa enquanto bate uma.
g) alguém filma e bota na internet.
Todas são possíveis, com probabilidades estatísticas diferentes, mas possíveis. E quando se encara o Risco envolvido num ato, deve estar preparado para encarar as conseqüências disto.
E isso não se aplica só ao sexo semi-submerso em água salgada com modelos-apresentadoras, mas a quase tudo na vida.
Acredito piamente que quando morre um alpinista, um praticante de bungee jumping, um piloto de corrida, ou mesmo o Steve Irwin, se trata de alguém que assinou um contrato de Risco com o universo. Como diria um grande pensador, "90% das pessoas que estão na merda foram andando até ela".
E é por acreditar nesse tipo de coisa que eu me posiciono firmemente contra o aborto em casos normais. Todo ato sexual envolve uma chance mesmo que mínima de gravidez (até mesmo aquele homossexual pode ser o único hermafrodita fértil da humanidade com um canal reto-uterino), e qualquer um que alegue não saber disso é um tremendo cara de pau, OU é um retardado tão grave que devia ser proibido de procriar. Ok, no caso do hermafrodita eu perdoaria.
Correndo o risco de continuar batendo na mesma tecla, isso só faz sentido quando se compreende o quase-óbvio, que as conseqüências advém de ações. Digo mais, da compreensão de que tudo que nos afeta é conseqüência de algo, não veio do nada.
Mas claro que se a ação não foi sua, não tem porque se conformar com o resultado. A não ser que você tenha se omitido e permitido que a ação tenha ocorrido.
Tentando desesperadamente arrumar um final para isso, concluo dizendo para tirar o cabresto, olhar em volta e ver como tudo está interligado. E pra não sair no vento sem agasalho.
Qualé, agora sou pai, eu posso.
Foi no fim do ano também que meus dois hemisférios cerebrais fizeram as pazes, me permitindo voltar a pensar qualquer coisa que valha ser escrita.
Esse ano começou bem, com o assassinato do Saddan e com a justiça paulista querendo proibir o youtube.
Pelo que vi, parece que a culpa é da Cicarelli (no caso youtube, não Saddan (acho...)) por ter dado uma fornicadinha na praia. E isso me lembrou uma coisa que eu andei pensando um tempo atrás, sobre uma coisa chamada Risco.
Veja bem, ela e o namorado estavam animadinhos e resolveram se arriscar dando uma lá mesmo. Tá, foi gravado, milhões viram, etc... mas que direito ela tem de reclamar disso?
Ao fazer sexo em lugar público, está implícita a chance de alguém presenciar. Claro que existem várias opções, como:
a) ninguém vê.
b) uma velha vê, diz "Que falta de Vergonha!" e vai embora.
c) um moleque vê, e continua vendo.
d) um moleque vê e chama algumas pessoas.
e) um moleque vê e chama MUITAS pessoas.
f) alguém filma e assiste em casa enquanto bate uma.
g) alguém filma e bota na internet.
Todas são possíveis, com probabilidades estatísticas diferentes, mas possíveis. E quando se encara o Risco envolvido num ato, deve estar preparado para encarar as conseqüências disto.
E isso não se aplica só ao sexo semi-submerso em água salgada com modelos-apresentadoras, mas a quase tudo na vida.
Acredito piamente que quando morre um alpinista, um praticante de bungee jumping, um piloto de corrida, ou mesmo o Steve Irwin, se trata de alguém que assinou um contrato de Risco com o universo. Como diria um grande pensador, "90% das pessoas que estão na merda foram andando até ela".
E é por acreditar nesse tipo de coisa que eu me posiciono firmemente contra o aborto em casos normais. Todo ato sexual envolve uma chance mesmo que mínima de gravidez (até mesmo aquele homossexual pode ser o único hermafrodita fértil da humanidade com um canal reto-uterino), e qualquer um que alegue não saber disso é um tremendo cara de pau, OU é um retardado tão grave que devia ser proibido de procriar. Ok, no caso do hermafrodita eu perdoaria.
Correndo o risco de continuar batendo na mesma tecla, isso só faz sentido quando se compreende o quase-óbvio, que as conseqüências advém de ações. Digo mais, da compreensão de que tudo que nos afeta é conseqüência de algo, não veio do nada.
Mas claro que se a ação não foi sua, não tem porque se conformar com o resultado. A não ser que você tenha se omitido e permitido que a ação tenha ocorrido.
Tentando desesperadamente arrumar um final para isso, concluo dizendo para tirar o cabresto, olhar em volta e ver como tudo está interligado. E pra não sair no vento sem agasalho.
Qualé, agora sou pai, eu posso.
4 comentários:
bom, quanto a hermafrodita, eu pulo sinceramente ^^, no mais quero ver quem me tira o youtube... ahuah
Vc é pai, não é Tiozão! rs
Bom; eis aí algo que intriga. Um princípio que julgo dos mais RIDÍCULOS em Direito é de que ´ninguém pode alegar desconhecimento da lei´. Meu, são MILHÕES (MILHÕES!!!) de ´leis´.... em vigor!.. como assim TODO MUNDO tem que saber TODAS?!?!.. é RIDÍCULO.
Falo isso porque, quanto ao Risco que você mencionou, é mto provável tb que realmente o risco, para eles, era ZERO. Não havia ninguém lá, e a câmera do senhor vouyeur (vulgo ´buiú´) tinha Zoom 1.024x.
É arriscado?! é... Mas às vezes é nisso (principalmente tratando-se de ato sexual) que está a ´graça´, a motivação; aquele frio na barriga que os impele a agir... ou só a escolha do ´ah, dane-se! nada vai acontecer (exceto deflorar algum pequeno ecossistema.... hehehe, li num site hoje que a Cicarelli tava dando uma ´pilada na alga´ huahua).
Então.. sei lá. Meu ponto é sobre a impossibilidade ou extrema dificuldade, que faça justificável, a imprevisão.
Mas daí a entrar na justiça, e ganhar razão... MEU! que vergonha!!!!.. feio, feio. Isso pq ningúem mais queria saber do vídeo. Agora volta entre os 10 mais....
Ah, dane-se. Na verdade, nem dá pra ver o rosto dela no vídeo (se o vídeo tivesse o título "Alcione e Emílio Santiago flagrados", eu não conseguiria igualmente confirmar ou distinguir).
É bem difícil ver as interligações de muitas coisas, e viver torna-se mais fácil quando ignoramos cousas.
Pra tudo tem um risco. Viver em função do risco é negarmos a nossa própria natureza, de risco de ter qq problema de saúde (na vasta gama daqueles que atacam enquanto dormimos); é anular-se em função de toda a sorte de possibilidades. É paranóico. Sofrível. sei lá... e acho, na pior das hipóteses, MTO mais legal e digno e merecedor da Extra-Ball-Escrotal a ação de ARRISCAR-SE, do que a de TEMER. Isso é phoda. Resumindo TUDO: Feliz 2007!! =]
Kallil (deu pau aqui pra logar no comments.. =P)
O principal não é temer, mas aceitar as conseqüências dos seus atos.
E se é mais gostoso com risco é porque tem risco, oras...
Olá Dr... Como esse blog é meio que um espaço do Cloves e meu tb vou comentar a respeito do post e de seu comentário... Este é um texto que foi feito após um longo tempo em que estivemos meio mortos aqui no espaço virtual das idéias... Um pouco de provocação para as polêmicas há sim, mas não teve o intuito de ser leviano... Aborto é um assunto de extrema delicadeza e acho que faltou a especificação de que somente os casos mais comuns estavam sendo citados... Ou seja, aquela "fornicada" de carnaval, coisas do gênero... O que é phoda é que normalmente pensamos no embrião como parte integrante do corpo da mulher e daí acharmos plausível a comparação com um tratamento médico... Não se trata de um apêndice inflamado, mas de um ser vivo que foi criado a partir de ato sexual. A cerca moral que separa a constatação de que o embrião abortado está mais próximo de uma vítima de assassinato do que de um problema a menos é maior do que a gente pensa... Como estou fazendo mais um post que um comentário, é melhor eu parar por aqui...
Mas resumindo, concordo com o Dr quando reclama da superficialidade com que foi tratado o assunto...
Teremos mais respeito com nossos milhares de leitores...
Obrigada... :-P
Postar um comentário