domingo, janeiro 07, 2007

2007, Cicarelli, Aborto, Bungee Jumping...

Começou 2007, logo terminou 2006, que na minha humilde opinião foi um aninho bem fuleiro... mas poderia ser pior, o Geraldo podia ter sido empossado dia primeiro.

Foi no fim do ano também que meus dois hemisférios cerebrais fizeram as pazes, me permitindo voltar a pensar qualquer coisa que valha ser escrita.

Esse ano começou bem, com o assassinato do Saddan e com a justiça paulista querendo proibir o youtube.

Pelo que vi, parece que a culpa é da Cicarelli (no caso youtube, não Saddan (acho...)) por ter dado uma fornicadinha na praia. E isso me lembrou uma coisa que eu andei pensando um tempo atrás, sobre uma coisa chamada Risco.

Veja bem, ela e o namorado estavam animadinhos e resolveram se arriscar dando uma lá mesmo. Tá, foi gravado, milhões viram, etc... mas que direito ela tem de reclamar disso?

Ao fazer sexo em lugar público, está implícita a chance de alguém presenciar. Claro que existem várias opções, como:

a) ninguém vê.
b) uma velha vê, diz "Que falta de Vergonha!" e vai embora.
c) um moleque vê, e continua vendo.
d) um moleque vê e chama algumas pessoas.
e) um moleque vê e chama MUITAS pessoas.
f) alguém filma e assiste em casa enquanto bate uma.
g) alguém filma e bota na internet.

Todas são possíveis, com probabilidades estatísticas diferentes, mas possíveis. E quando se encara o Risco envolvido num ato, deve estar preparado para encarar as conseqüências disto.

E isso não se aplica só ao sexo semi-submerso em água salgada com modelos-apresentadoras, mas a quase tudo na vida.

Acredito piamente que quando morre um alpinista, um praticante de bungee jumping, um piloto de corrida, ou mesmo o Steve Irwin, se trata de alguém que assinou um contrato de Risco com o universo. Como diria um grande pensador, "90% das pessoas que estão na merda foram andando até ela".

E é por acreditar nesse tipo de coisa que eu me posiciono firmemente contra o aborto em casos normais. Todo ato sexual envolve uma chance mesmo que mínima de gravidez (até mesmo aquele homossexual pode ser o único hermafrodita fértil da humanidade com um canal reto-uterino), e qualquer um que alegue não saber disso é um tremendo cara de pau, OU é um retardado tão grave que devia ser proibido de procriar. Ok, no caso do hermafrodita eu perdoaria.

Correndo o risco de continuar batendo na mesma tecla, isso só faz sentido quando se compreende o quase-óbvio, que as conseqüências advém de ações. Digo mais, da compreensão de que tudo que nos afeta é conseqüência de algo, não veio do nada.

Mas claro que se a ação não foi sua, não tem porque se conformar com o resultado. A não ser que você tenha se omitido e permitido que a ação tenha ocorrido.

Tentando desesperadamente arrumar um final para isso, concluo dizendo para tirar o cabresto, olhar em volta e ver como tudo está interligado. E pra não sair no vento sem agasalho.

Qualé, agora sou pai, eu posso.