Saudades do tempo em que mulheres eram de verdade, todas com seus bumbuns e coxas com celulites. Sim, aquelas imperfeições na pele provocadas por inflamação de tecido adiposo (vulgo gordura), que somente nós, mulheres, costumamos notar ou, pelo menos, se importar com isso. Saudades do tempo em que ser feminista era pedir por direitos iguais e pelo fim da submissão ao imperialismo dos “machos”.
Agora o que vejo são mulheres com a auto-estima jogada às traças, procurando sucesso em todos os setores para provarem ao mundo que são felizes. Mulheres que se submetem a violências com o próprio corpo só para exibirem suas formas perfeitas e assim agradar aos seus homens. E ainda assim tendo de passar por um tratamento de Photoshop quando posam nuas.
Ironicamente, as revistas femininas do passado hoje em dia chocam quando revelam o “conteúdo didático para donas do lar”. Ensinavam como cozinhar, como ter paciência com o mau humor do marido e a suportar a traição se fosse preciso. Em contrapartida, as contemporâneas revistas “feministas” pregam a liberdade da mulher, através dos tratamentos estéticos e das 1001 formas de se agradar um homem na cama!
A mulher perdeu sua identidade, não sabe se é mãe, esposa ou empresária, não sabe se quer conforto nas vestimentas – como nossas antecessoras lutavam – ou se querem morrer em cima de saltos finíssimos e roupas que mal deixam respirar! Não sabe se quer ficar sozinha ou “ficar” com todo mundo. A mulher de hoje está perdida porque se deixou atropelar por um movimento que mais parece ter sido planejado pelos próprios homens, já que o feminismo parece ter facilitado ainda mais a vida deles.
Esses dias ouvi uma famosa atriz global com seus sessenta e poucos anos declarando que nos dias hoje “a beleza é mais importante que a inteligência”. Acho que foi essa reportagem que mostrava como até atrizes consideradas lindíssimas estavam insatisfeitas com seus físicos que me deixou mais estupefata e ansiosa por escrever esse desabafo. Não que eu não seja mais uma vítima dessa insatisfação com o peso, mas cada vez mais me sinto vítima de uma lavagem cerebral que começou na infância brincando de Barbie e vendo Xuxa na TV e percebo que preciso me livrar dela. Porque eu não abro mão da minha inteligência. Prefiro ficar com minhas celulites, pelo menos elas não estão invadindo meu cérebro como o dessas mulheres.
4 comentários:
Vou deixar um token aqui pra comentar depois...
Pelo autor??? Que autor? Autor do blog? Autor do post? Autor do comentário? Será que esse blogger não poderia ser mais específico, droga???
"...cinzas às cinzas; do pó ao pó"... menos o silicone...
alias deve ser mó divertido vir desenterrar uns corpos e encontrar bolsas de silicone sobre a caixa toráxica...
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